O Ministério Público (MP) continua sem conseguir aceder a cerca de 30 dispositivos dos 150 apreendidos no âmbito da 'Operação Influencer', quase 3 anos depois do início das buscas. Numa nota publicada esta quinta-feira, 5, a Procuradoria-Geral da República (PRG) alerta que a situação está a condicionar a investigação.
"Apesar de já se encontrarem concluídos os procedimentos digitais forenses a cerca de 120 dos 150 dispositivos apreendidos e de se encontrar em curso a sua análise, os demais permanecem inacessíveis", lê-se na mensagem. O MP adianta ter razões para acreditar que nesses dispositivos se encontrem "comunicações imprescindíveis à descoberta da verdade, o que condiciona o desenvolvimento da investigação em segmentos centrais".
A PGR detalhou ainda, segundo a agência Lusa, que na origem da falta de acesso aos dispositivos estão os recursos interpostos por alguns arguidos do processo.
Apesar deste constrangimento, o PGR garante que a investigação continua a decorrer: "Está ainda em curso a análise do vasto volume de informação bancária, fiscal, documentos físicos, dados informáticos e dados de comunicações juntos aos autos, a qual tem permitido a produção de múltiplos relatórios."
Além do processo principal, há ainda três inquéritos que surgiram na sequência do caso.
A 'Operação Influencer', recorde-se, levou à queda do Governo de António Costa, depois de, em 7 de novembro de 2023, terem sido feitas cinco detenções, entre as quais o então chefe de gabinete do primeiro-ministro. Em causa estão suspeitas de crimes económico-financeiros na construção de um centro de dados em Sines, distrito de Setúbal, na exploração de lítio em Montalegre e Boticas, no distrito de Vila Real, e na produção de energia a partir de hidrogénio também em Sines.

















