Miguel Pinto Luz garantiu esta segunda-feira, dia 2, que "não vê razões" para o Chega recuar no acordo escrito com o Governo para viabilizar a nova lei do arrendamento. O ministro das Infraestruturas e Habitação considera que as quatro principais exigências do partido de André Ventura são "compagináveis" com as prioridades do Executivo AD.
Durante a audição parlamentar sobre o Orçamento do Estado para 2027, Pinto Luz mostrou-se igualmente disponível para negociar com o Livre, elogiando a postura do partido. "Para propostas do Livre, estamos sempre disponíveis para discutir", afirmou, acrescentando que "o Livre discute de forma séria".
O ministro defendeu ainda que aumentar a habitação pública de 2% para 4% já constitui uma ambição do Governo, que prevê mobilizar 11.116 milhões de euros para construção e reabilitação até 2030.
Sobre o arrendamento acessível, anunciou que o novo regime contabiliza 1.192 contratos em apenas dois meses, aproximando-se dos resultados acumulados do anterior programa socialista.
O debate ficou também marcado por confrontos políticos sobre os protestos pela habitação. O deputado do Chega Francisco Gomes mandou os manifestantes "tomarem banho e arranjarem um trabalho".
Já Jorge Pinto, do Livre, criticou a atuação policial: "Entre uma bastonada e outra, sobe o preço das casas."
Pinto Luz evitou alimentar a polémica, defendendo consensos e lembrando que existe uma "maioria silenciosa em casa que também sofre" com a crise habitacional.

















