As vendas de combustíveis líquidos em Angola atingiram 1,177 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2026, um aumento de aproximadamente 5% face aos três meses anteriores. A evolução refletiu a atividade do retalho, do consumo empresarial e do abastecimento de navios.

A Sonangol Distribuição e Comercialização manteve a liderança, com 65% das vendas, seguida da Pumangol, com 18,8%. A TotalEnergies Marketing Angola representou 7,5%, a Sonangalp 6,9% e a Etu Energias 1,8%.

No final do período, estavam registados 1234 postos de abastecimento, dos quais 924 operacionais. Os operadores privados de bandeira branca concentravam 407 postos em funcionamento, cerca de 44% da rede ativa.

A importação de combustíveis líquidos custou aproximadamente 1,08 mil milhões de dólares. Das quantidades adquiridas para comercialização, 74% tiveram origem no exterior, 24,5% na Refinaria de Luanda e 1,5% na unidade de Cabinda operada pela Cabgoc.

O gasóleo representou 48,1% das aquisições e a gasolina 30,1%. O aumento dos preços internacionais, associado ao conflito no Médio Oriente, contribuiu para elevar a fatura das importações.

As vendas de gás de cozinha somaram 157,6 mil toneladas, mais 11% do que no trimestre anterior. Em sentido contrário, a comercialização de lubrificantes recuou cerca de 2%, para 9153 toneladas.