Mais de 450 mil pessoas poderão morrer devido ao calor adicional provocado pelo fenómeno El Niño entre setembro deste ano e fevereiro de 2027. A estimativa resulta de um estudo da Universidade de Chicago e soma-se às mortes já associadas às temperaturas elevadas provocadas pelas alterações climáticas.
A Nigéria deverá ser o país mais afetado, com uma previsão de 31.320 mortes adicionais. Seguem-se a Indonésia, com 19.251, o Sudão, com 17.430, a Índia, com 15.670, e o Brasil, com 13.271.
Os Estados Unidos também estão entre os 20 países com maior número de mortes previstas, com cerca de 3.500 casos. Itália surge na 49.ª posição, com uma estimativa de 780 mortes adicionais.
O fenómeno El Niño altera a circulação das águas do Pacífico e pode provocar temperaturas mais elevadas em várias regiões do mundo, além de contribuir para períodos de seca e cheias. O episódio previsto para este ano está a ser descrito como 'Super El Niño', 'Mega El Niño' ou 'El Niño Godzilla', devido à intensidade esperada.
Os cientistas alertam que o cenário poderá antecipar o que se tornará habitual nas próximas décadas. “Mais do que um verão quente”, este fenómeno é descrito no estudo como “um postal do futuro”, numa referência ao aumento das temperaturas extremas.
Para reduzir o impacto, os investigadores defendem medidas como a criação de centros de refrigeração, o reforço das equipas de saúde durante os períodos de maior calor e a proteção dos trabalhadores expostos a temperaturas elevadas.

















