As temperaturas elevadas já mataram quase 4.500 em Espanha desde o início de junho. Os dados mais recentes do Instituto de Saúde Carlos III apontam para 4.458 mortes atribuíveis ao calor entre 1 de junho e 19 de agosto, o valor mais elevado para este período desde 2022.

O número representa um aumento significativo em relação aos últimos dois anos. No mesmo período de 2025 foram estimadas 3.073 mortes relacionadas com as altas temperaturas, enquanto em 2024 foram registadas 1.890. Já em 2022, um dos verões mais severos dos últimos anos, o valor chegou às 4.520 mortes.

Estes números, no entanto, não significam que todas estas pessoas tenham morrido diretamente devido a um golpe de calor. São estimativas do sistema de Monitorização da Mortalidade (MoMo), que compara o número de mortes registadas com aquele que seria esperado com base nos anos anteriores. O cálculo tem também em consideração as temperaturas registadas pela Agência Estatal de Meteorologia (Aemet).

Espanha tem enfrentado um verão particularmente quente, com sucessivas ondas de calor e temperaturas acima dos 40 graus em várias regiões.

Julho de 2026 igualou julho de 2022 como o mais quente desde que existem registos no país. Foi também o julho mais seco desde o início dos registos, em 1961, num verão igualmente marcado por incêndios florestais de grandes dimensões.