O PCP foi o partido que mais recorreu ao instrumento das perguntas parlamentares na primeira sessão da XVII Legislatura, enquanto o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, foi o membro do Governo que recebeu mais pedidos de esclarecimento dos deputados.

De acordo com o balanço divulgado pela Assembleia da República, entre 3 de junho de 2025, data de início da legislatura, e 17 de julho de 2026, quando os trabalhos parlamentares foram interrompidos para as férias de verão, os deputados dirigiram 2.219 perguntas ao Governo. Destas, 1.622 já obtiveram resposta, o equivalente a uma taxa de resposta de 84%. O Parlamento assinala ainda que o prazo legal de 30 dias para responder continua a decorrer em 266 casos.

O PCP, com três deuptados (Paulo Raimundo, Paula Santos e Alfredo Maia), liderou o recurso a este mecanismo de fiscalização política, com 562 perguntas apresentadas. Seguiram-se o PS, com 557, o Chega, com 436, e o Bloco de Esquerda, com 397. O Livre apresentou 113 perguntas, a Iniciativa Liberal 66, o PAN 31, o PSD 20 e o Juntos Pelo Povo (JPP) oito.

Do lado do Executivo da AD, Miguel Pinto Luz foi o governante mais solicitado pelos deputados, tendo recebido 306 perguntas. Os pedidos de esclarecimento incidiram sobretudo sobre matérias relacionadas com as infraestruturas de transporte e a habitação, incluindo a expansão das redes ferroviária e de metro, bem como as políticas de resposta à crise habitacional.

O relatório da Assembleia da República mostra ainda diferenças na atividade legislativa dos partidos. O Chega foi a força política que apresentou o maior número de projetos de lei durante este período, enquanto o PS reuniu o maior número de diplomas aprovados em votação final global.

O balanço inclui também indicadores sobre a composição do Parlamento. Face à legislatura anterior, a Assembleia da República passou a contar com uma maior representação feminina e com menos deputados com mais de 60 anos, refletindo uma renovação parcial do perfil etário e de género dos eleitos.