António José Seguro, de 64 anos, exigiu este domingo, dia 9, medidas concretas para a revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela, considerando que a promessa feita após o grande incêndio de agosto de 2022 “se arrasta há demasiado tempo”.
“Quatro anos depois, essa promessa continua por cumprir. Quase nada foi investido dos 155 milhões de euros anunciados”, lamentou o Presidente da República, na Guarda. Quando se assinalam os 50 anos do Parque Natural, o chefe de Estado considera que, “em vez do passa-culpas, o que se exige são passos concretos para revitalizar e proteger este património natural.”
Seguro, que participou nas comemorações dos 150 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses, alertou ser “urgente evitar que as medidas propostas fiquem na gaveta, adiadas ‘sine die’”, lembrando que a Serra da Estrela “é também um dos principais ativos da região do interior de Portugal” e “merece mais do que promessas”.
O Presidente voltou ainda a defender melhorias na “prevenção e na capacidade de resposta” aos incêndios. Citando as conclusões da Comissão Técnica Independente sobre os fogos de agosto do ano passado, reforçou que “muito ficou por fazer”, depois dos relatórios relativos aos incêndios de 2017, e sustentou que essas falhas reduziram a capacidade de resposta aos grandes fogos.
Na cerimónia, Seguro evocou também Carlos Dâmaso, que morreu há um ano quando combatia um incêndio em Vila Franca do Deão, e deixou uma mensagem aos bombeiros: “Portugal deve-vos sempre: memória, respeito e gratidão.” A associação egitaniense foi distinguida com o grau de Membro-Honorário da Ordem do Mérito.

















