Uma maioria dos simpatizantes do PSD aprova uma coligação com o PS e rejeita um entendimento com o Chega. Segundo a sondagem Expresso/SIC, realizada pelo ICS/ISCTE e pela GfK, 53% consideram boa ou muito boa a hipótese de um Bloco Central, enquanto 34% a classificam como má ou muito má.
Entre os simpatizantes socialistas, o apoio a uma aliança PS-PSD sobe para 61%. Porém, no conjunto dos inquiridos, esta solução divide opiniões: 40% avaliam-na positivamente e 39% manifestam uma posição negativa.
Uma coligação entre PSD e Chega encontra maior resistência. É rejeitada por 57% dos portugueses e por 58% dos simpatizantes sociais-democratas. Neste último grupo, apenas 31% veem com bons olhos uma aliança com o partido de André Ventura.
Quanto à estratégia parlamentar do Governo, a opção mais escolhida pelos inquiridos, com 38%, passa por manter os entendimentos caso a caso, consoante as medidas. Seguem-se a preferência por acordos entre a AD e o PS, com 31%, e os entendimentos com o Chega, com 20%.
Nos desafios para o futuro do país, melhorar os serviços públicos, como a saúde e a educação, lidera as prioridades, com 45%. Baixar os impostos reúne 29%, aumentar os apoios sociais 18% e reduzir a dívida pública 7%.
A melhoria dos serviços públicos é, aliás, mais referida à direita, com 47%, do que à esquerda, com 42%, revelando a importância transversal atribuída à saúde e à educação, acima das diferenças de posicionamento político.

















