A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), organização classificada como terrorista pela União Europeia (UE), não vai estar representada na Festa do Avante, que decorre entre sexta-feira, dia 4, e domingo (6), na Quinta da Atalaia, no Seixal. A informação foi avançada pelo Partido Comunista Português (PCP), que explicou que a organização palestiniana não reuniu as condições necessárias para se deslocar a Portugal.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira (3), o PCP afirmou que, no âmbito da solidariedade com o povo palestiniano, estava prevista a presença de representantes de entidades palestinianas ligadas à Organização de Libertação da Palestina (OLP). No entanto, além da FPLP, também outras organizações convidadas, como a Fatah e o Partido do Povo Palestiniano, não estarão presentes no evento.

O PCP garantiu, ainda assim, que a solidariedade com a Palestina terá uma presença significativa na edição deste ano da Festa do Avante, através de concertos, filmes, livros, debates, stands, murais e outros momentos de solidariedade. O partido rejeitou também aquilo que considera serem tentativas de limitar ou silenciar a solidariedade com a causa palestiniana em Portugal.

A presença da FPLP tinha sido alvo de polémica, depois de a revista Sábado ter noticiado que a organização integrava a lista de entidades terroristas da UE. Questionado sobre o assunto, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, de 49 anos, afirmou que o partido não se submeteria a critérios de instituições que, na sua perspetiva, não têm legitimidade para classificar movimentos de libertação.

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