O projeto da futura Autoestrada Oeste-Leste, uma das maiores infraestruturas rodoviárias previstas para Angola, deverá criar mais de mil postos de trabalho diretos durante a fase de construção, além de milhares de empregos indiretos ligados aos setores dos transportes, fornecimento de materiais, alimentação, manutenção de equipamentos e serviços de apoio.
A estimativa foi apresentada pelo presidente do Conselho de Administração da GAV Construções, Eugénio Clemente, durante a assinatura do memorando de entendimento para a elaboração dos estudos técnicos da infraestrutura. Segundo o responsável, trata-se de um projeto estruturante que exigirá uma forte mobilização de empresas nacionais e de mão de obra qualificada.
Além do impacto no emprego, a futura autoestrada assume uma importância estratégica para a integração regional. Em conjunto com o futuro corredor Norte-Sul, permitirá reforçar as ligações de Angola à República Democrática do Congo e à Zâmbia, consolidando o país como uma plataforma logística de referência na África Austral.
O projeto insere-se numa estratégia iniciada em 2019 para captar investimento privado destinado ao desenvolvimento de grandes infraestruturas nacionais através de modelos de parceria público-privada. O objetivo passa por reduzir gradualmente a dependência do financiamento público e acelerar a execução de obras consideradas essenciais para o crescimento económico.

















