A Turquia pediu à Interpol que emita um alerta internacional para a detenção do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no âmbito de uma investigação relacionada com a abordagem a uma flotilha humanitária em 2025. A iniciativa de Ancara representa uma nova escalada no confronto diplomático entre os dois países e poderá agravar ainda mais as tensões em torno da guerra no Médio Oriente.
Israel respondeu duramente, acusando o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de autoritarismo, antissemitismo e proximidade com o Hamas. O Governo israelita recordou igualmente a repressão contra jornalistas, opositores políticos e representantes da comunidade curda na Turquia.
Embora um pedido turco não obrigue automaticamente a Interpol a emitir um mandado, a diligência aumenta a pressão política e jurídica sobre Netanyahu, já confrontado com outros processos internacionais. O caso da flotilha envolve suspeitas de uso excessivo da força durante a interceção de embarcações que procuravam chegar a território palestiniano.
O diferendo confirma que a guerra deixou de estar confinada ao campo militar e passou também para os tribunais, organizações internacionais e relações diplomáticas.

















