O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, confirmou esta quinta-feira, dia 29,  que há um português entre os desaparecidos do acidente ferroviário de ontem em Urda, na província espanhola de Toledo. A colisão entre dois comboios de alta velocidade fez pelo menos 69 mortos.

O homem será natural da Margem Sul e vivia em Madrid, onde trabalhava numa empresa ferroviária. Tinha sido promovido há pouco tempo e fazia com regularidade a ligação de alta velocidade entre Madrid e Sevilha. Seguia na última carruagem do comboio que estava parado na linha e que foi atingido na traseira pelo outro. Nessa carruagem viajavam quatro funcionários e dois morreram. Ainda não se sabe se o português é um deles.

Segundo o jornal Correio da Manhã, a família não consegue falar com ele desde a manhã de ontem. A mãe, com quem vivia no Feijó quando estava em Portugal, viajou para Espanha. Os familiares estão em contacto com as autoridades espanholas, para saber se o homem está entre as vítimas mortais, e com o Governo português, a quem pediram apoio.

O acidente aconteceu pouco antes das 9h00 locais (8h00 em Lisboa) na linha de alta velocidade que liga Madrid à Andaluzia, e envolveu um comboio da Renfe e outro da Iryo. Além dos 69 mortos, há dezenas de feridos, 15 deles em estado grave. 

A circulação de alta velocidade entre Madrid e a Andaluzia continua interrompida. O sindicato dos maquinistas Semaf iniciou à meia-noite uma greve de 24 horas na Renfe e exige melhorias na segurança.