Se as legislativas fossem hoje, o PS de José Luís Carneiro venceria, e o Chega estaria lado a lado com a AD de Luís Montenegro. É o retrato da mais recente sondagem do ICS e do ISCTE para a SIC e o Expresso, divulgada esta quinta-feira. Depois de distribuídos os indecisos e excluídos os abstencionistas, os socialistas chegam aos 30%, e o Chega e a AD empatam nos 26%.

Na intenção direta de voto, a ordem muda: o PS tem 23%, o Chega sobe ao segundo lugar com 21% e a AD cai para terceiro, com 20%. O partido de André Ventura é o que mais cresce desde a sondagem de maio, com mais quatro pontos. Socialistas e coligação de Governo perdem um ponto cada.

A subida do Chega é mais visível no cenário com indecisos distribuídos. Em maio, o partido tinha 20%, contra 27% da AD e 31% do PS. A distância de sete pontos para a coligação desapareceu em cinco meses.

Entre os partidos mais pequenos, IL e Livre empatam nos 3% na intenção direta, com mais um ponto cada. A CDU perde dois pontos e fica nos 2%, ao nível do BE, que sobe um. O PAN fica abaixo de 1%. Com os indecisos distribuídos, IL e Livre chegam aos 4%, a CDU aos 3% e o BE aos 2%. Os indecisos são 13% e os abstencionistas 10%.

O estudo mostra também desconforto dentro do eleitorado social-democrata. Entre os simpatizantes do PSD, 94% acham que o preço da habitação piorou ou piorou muito, 62% avaliam negativamente a situação da imigração e 54% dizem que os impostos pioraram. Na faixa etária dos 25 aos 44 anos, 73% respondem que a habitação piorou "muito".

A sondagem segue a mesma tendência do barómetro da Pitagórica para a TVI, CNN Portugal e Nascer do Sol, divulgado esta semana. Esse estudo também punha o PS à frente (29,4%) e o Chega em segundo (27,9%), com a AD no valor mais baixo da série (21,6%).

O trabalho de campo foi feito pela GfK Metris entre 16 e 25 de outubro, com entrevistas presenciais em casa dos inquiridos e simulação de voto em urna. Foram validadas 808 entrevistas, a margem de erro máxima é de 3,5 pontos e o nível de confiança é de 95%.