Christa Pike, a norte-americana de 50 anos que sobreviveu a duas doses de injeção letal, sofria de uma condição rara do sangue. A informação foi agora revelada pela revista People, que teve acesso a documentos apresentados pela defesa da reclusa.
Segundo os advogados, Christa Pike apresentava trombocitose, que se caracteriza por um número elevado de plaquetas no sangue. Em janeiro deste ano, nove meses antes da execução, a defesa alertou para os riscos associados à administração da injeção letal, nomeadamente a possibilidade de um edema pulmonar grave.
Os representantes legais argumentaram que o procedimento poderia provocar "dor e sofrimento desnecessários e acrescidos, terror e humilhação". Alertaram ainda para problemas nas veias da reclusa, que poderiam dificultar a administração dos medicamentos.
Durante a tentativa de execução, os profissionais de saúde tiveram dificuldades em encontrar uma veia adequada e utilizaram várias agulhas em ambos os braços. Christa queixou-se de dores intensas, chegando a afirmar que um dos braços parecia que ia "explodir". Apesar dos alertas da defesa, o pedido para impedir a execução foi rejeitado.
A trombocitose pode estar associada a doenças mieloproliferativas, um grupo de doenças da medula óssea que provocam a produção excessiva de células sanguíneas. Em alguns casos, pode aumentar o risco de tromboses, AVC, enfartes e hemorragias.
Christa Pike está no corredor da morte há mais de três décadas, após ter sido condenada pelo homicídio de uma jovem de 19 anos, cometido em 1995.

















