O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, de 54 anos, admitiu esta quinta-feira, dia 16, que existe o risco de as pautas dos exames nacionais não serem divulgadas dentro do prazo previsto, na sexta-feira, devido à falta de professores classificadores para concluir a correção de algumas provas.
Em declarações aos jornalistas, o governante afirmou que o Ministério está concentrado em resolver o problema e lançou um apelo aos docentes envolvidos no processo de classificação para que concluam a correção das provas em falta.
"Não há professores classificadores disponíveis, isso é muito difícil de explicar, estamos concentrados em resolver o problema", afirmou Fernando Alexandre, acrescentando que aguarda a conclusão da correção de algumas provas para fechar o processo de classificação dos exames nacionais.
Segundo o ministro, 99,3% das provas já foram corrigidas, mas subsistem dificuldades em disciplinas com maior volume de exames, nomeadamente Português e Matemática A. Fernando Alexandre explicou que o exame de Português registou mais problemas por ter sido a primeira prova a ser distribuída através da plataforma digital utilizada na classificação.
"A prova de Português teve mais erros, porque foi a primeira a ser distribuída", referiu, reiterando que as falhas verificadas no arranque do processo serão objeto de apuramento de responsabilidades.
O ministro rejeitou, contudo, que os constrangimentos estejam relacionados com o funcionamento da plataforma informática. "A plataforma tem estado a funcionar", assegurou, distinguindo os problemas técnicos iniciais da atual dificuldade em mobilizar professores suficientes para concluir a classificação das provas ainda pendentes.
Apesar dos atrasos, Fernando Alexandre indicou que o modelo de correção digital será mantido na segunda fase dos exames nacionais. Questionado sobre a possibilidade de alterar o sistema, respondeu que o formato será o mesmo, sustentando que "os problemas que se verificaram foram corrigidos".

















