Flávio Bolsonaro apresentou na última quinta-feira, dia 13, as principais linhas do programa com que pretende conquistar a Presidência do Brasil, prometendo uma profunda redução da máquina do Estado, alterações às regras orçamentais e uma reaproximação diplomática aos Estados Unidos.

O candidato do PL quer substituir o atual quadro fiscal por um novo modelo orientado para a obtenção de excedentes primários e redução da dívida pública. O documento não explica, porém, qual será a fórmula para limitar a despesa.

A principal bandeira é aquilo a que a candidatura chama ‘Tesouraço’: corte de pelo menos dez dos atuais 39 ministérios, redução de cargos de nomeação política e combate aos chamados ‘supersalários’ e suplementos remuneratórios da função pública.

Flávio Bolsonaro propõe igualmente limitar decisões individuais de juízes do Supremo Tribunal Federal, uma das principais frentes de confronto entre o bolsonarismo e a mais alta instância judicial brasileira.

Na política externa, promete recuperar relações com Estados Unidos, Argentina e Israel, que considera terem sido levadas ao “limite do rompimento” durante a presidência de Lula.

O plano procura apresentar Flávio como herdeiro político do pai, mas com uma agenda económica própria. A incógnita está em saber onde serão feitos os cortes e como poderá uma redução tão significativa da estrutura federal ser concretizada sem afetar serviços públicos.