O grupo parlamentar do PSD solicitou esta quarta‑feira, dia 24, um “adiamento potestativo” para o final do dia da discussão da Prestação Social Única (PSU) na Comissão de Trabalho e Segurança Social, cuja negociação com os restantes partidos ainda decorre.

A urgência do Governo em aprovar a medida, justificando que estão em risco 600 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), acabou por dominar o debate durante a apreciação de um pedido do PCP para uma nova audição da ministra do Trabalho.

Os comunistas mantêm dúvidas e necessitam de mais esclarecimentos, tendo criticado aquilo que descreveram como um “ritmo legislativo avassalador” imposto pelos partidos que apoiam o Governo. Também o Livre, reconheceu que o pedido do PCP poderia ser “extemporâneo”, mas acusou o PSD de negociar nos bastidores, deixando deputados e cidadãos “apanhados de surpresa”. Em resposta, Carla Barros (PSD) garantiu que nenhum partido foi excluído das conversações, ao que Jorge Pinto contrapôs que o Livre não foi contactado, sugerindo que o diálogo decorre apenas entre PS e Chega.

O PSD explicou que o objetivo é concluir as negociações ainda hoje, permitindo que a votação na especialidade entre no guião de quinta‑feira. A deputada sublinhou que a PSU é uma medida central no combate à pobreza.