Portugal continua a enfrentar um cenário preocupante no que toca à saúde infantil: quase 40% das crianças têm excesso de peso e 4,47% consomem fast food diariamente, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O relatório do INE, que analisa hábitos alimentares e indicadores de saúde das faixas etárias mais jovens, mostra que o País mantém valores elevados de obesidade infantil, apesar das campanhas de prevenção e das recomendações dirigidas às famílias e às escolas.
O estudo revela que o acesso facilitado a refeições rápidas e altamente calóricas continua a ser um dos fatores que mais contribui para o aumento de peso. A percentagem de crianças que consome fast food todos os dias ultrapassa os 4%, mas o número sobe significativamente quando se consideram consumos semanais.
Nutricionistas e pediatras sublinham que estes indicadores são um sinal de alerta para o futuro da saúde pública. O excesso de peso na infância está associado a maior probabilidade de desenvolver diabetes, hipertensão e outras doenças crónicas na idade adulta.
Os especialistas defendem que é necessário reforçar políticas de educação alimentar, limitar a exposição das crianças a produtos ultraprocessados e incentivar refeições mais equilibradas tanto em casa como nas escolas.

















