Trabalhadores do Conta Lá sem salários há três meses. Nova gestão tem até dezembro para travar a queda.

Os trabalhadores do Conta Lá acumulam três meses de salários em atraso. É este o cenário que encontra a Comissão de Gestão que assumiu esta semana o comando da empresa, com um mandato curto, até dezembro, e uma lista de urgências pela frente.

O órgão foi eleito em assembleia-geral e junta três nomes: Rui Rego, advogado com pós-graduação em gestão; Diogo Alexandre, até aqui diretor de programas da casa; e Paulo Rego, dono do Plataforma Macau. As prioridades são o corte de custos, pagamento de salários e o pagamento das dívidas críticas, nomeadamente ao Estado.

Em paralelo, a nova equipa tem de fechar um aumento de capital que pode chegar aos cinco milhões de euros. Há negociações em curso com novos investidores e a primeira tranche deverá ser assegurada por um conjunto de quatro acionistas, três deles já na estrutura da empresa, num bloco de que faz parte o Plataforma. Sem esse encaixe, dificilmente haverá margem para o investimento tecnológico que a empresa admite ser necessário.

Esta comissão, porém, não é para durar. A função é preparar o terreno para uma Comissão Executiva de longo prazo, que reflita a composição acionista saída do aumento de capital.

A reestruturação chega poucas semanas depois da saída de Sérgio Figueiredo do Conta Lá, em julho, ao fim de apenas 12 meses.