A TAP fechou o primeiro semestre de 2026 com um resultado líquido negativo de 99,2 milhões de euros, um agravamento de cerca de 40% face ao prejuízo do período homólogo, informou a companhia aérea em comunicado esta segunda-feira. O resultado foi fortemente penalizado pela subida dos custos com combustível, que cresceram 18,7% no semestre, impulsionados pela guerra no Médio Oriente

Apesar do prejuízo, a TAP bateu recordes de passageiros e de receitas. A transportadora transportou 8,2 milhões de passageiros entre janeiro e junho, mais 4,2% do que no período homólogo, e operou 57,5 mil voos, mais 0,3%. As receitas operacionais atingiram 2.039,8 milhões de euros, um crescimento de 4,3%, com as receitas de bilhetes a subirem 4,4% para 1.829,2 milhões, refletindo a procura nos mercados da América do Sul e da Europa. A taxa de ocupação dos aviões fixou-se nos 85,4%, mais 3,4 pontos percentuais face ao ano anterior.

O EBITDA recorrente do semestre situou-se nos 181,9 milhões de euros, enquanto o EBIT recorrente foi negativo em 83,7 milhões de euros. A empresa reforçou a posição financeira com a conclusão de uma emissão de 350 milhões de euros em senior notes, encerrando junho com uma posição de caixa e equivalentes de 1,2 mil milhões de euros.

Luís Rodrigues, presidente da comissão executiva da TAP, sublinhou que o desempenho do semestre demonstra a robustez do modelo de negócio da companhia e a solidez da procura em toda a rede, apesar do “aumento galopante do preço dos combustíveis”.

O semestre ficou ainda marcado pela conclusão do Plano de Reestruturação e pelo lançamento do novo Plano Estratégico 2026-2035, e surge nas vésperas de mais um passo na privatização da TAP, com o Governo a receber da Parpública o relatório de avaliação das propostas da Lufthansa e da Air France-KLM.