O município de Almada deixa esta segunda-feira, dia 31, a situação de alerta decretada devido às falhas no abastecimento de água, sobretudo sentidas na Costa da Caparica.

A medida tinha sido acionada a 8 de julho e prolongada até ao final de agosto, na sequência de sucessivas interrupções no serviço que provocaram descontentamento entre a população e deram origem a vários protestos.

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada consideram que a situação está agora mais estabilizada. Numa resposta enviada à Lusa, a entidade explicou que os níveis dos reservatórios se têm mantido acima dos 70%, permitindo encarar o cenário “com maior tranquilidade”. No domingo, 30, a reserva encontrava-se nos 72%.

Durante o período de alerta foram aplicadas várias medidas para reduzir o consumo e preservar as reservas de água. Entre elas estiveram interrupções programadas do abastecimento em algumas zonas, entre as 22:00 e as 06:00, com aviso prévio aos moradores.

Também foram proibidos consumos considerados não essenciais, incluindo a rega de jardins públicos e privados e de campos de golfe, a lavagem de veículos, o enchimento de piscinas e a utilização de chuveiros e lava-pés nas praias. As fontes ornamentais e outros equipamentos com fins meramente estéticos foram igualmente abrangidos pelas restrições.

Em paralelo, os SMAS avançaram com intervenções na rede para corrigir perdas de água e identificar ligações irregulares, incluindo algumas destinadas ao abastecimento de sistemas de rega.

À medida que os níveis de armazenamento foram estabilizando, as restrições começaram a ser progressivamente levantadas.

Na Costa da Caparica, uma das zonas mais afetadas, a Câmara Municipal reforçou, entretanto, a capacidade de abastecimento através da abertura de novos furos.

No entanto, o fim da situação de alerta não elimina o acompanhamento da rede. Os SMAS garantem que continuarão a monitorizar os níveis de armazenamento e o funcionamento do sistema de abastecimento.