Perante as interpretações e declarações que têm surgido em torno do papel da NTG no processo das fragatas FREMM EVO, o 24Horas divulga um comunicado da sua Direção em que, de forma inequívoca, esclarece aquilo que este jornal afirmou desde o início:
“O 24Horas, perante as diferentes interpretações que têm vindo a ser produzidas, nomeadamente pelo Sr. Ministro da Defesa Nacional, e também pelo próprio partido que do Dr. Nuno Melo é líder, em torno das notícias publicadas sobre o processo de aquisição pelo Estado português de três fragatas FREMM EVO à italiana Fincantieri, entende dever reafirmar, de forma clara e inequívoca, aquilo que este jornal escreveu desde o início.
Assim:
1. O 24Horas nunca afirmou que a NTGroup (NTG) tivesse integrado a equipa formal de negociação do Estado português, participado nas reuniões intergovernamentais finais ou sido intermediária contratada pelo Governo português no processo de aquisição das fragatas.
2. Aquilo que o 24Horas afirmou, e mantém, é algo diferente: a NTG manteve durante cerca de oito anos uma relação de colaboração e representação comercial da Fincantieri em Portugal e, quando o processo que viria a conduzir às negociações entre a empresa italiana e o Estado português já se encontrava em desenvolvimento, a Fincantieri decidiu não renovar essa relação de representação.
3. A própria NTG veio, entretanto, confirmar publicamente ter desenvolvido, durante vários anos, um trabalho continuado de apresentação, promoção e posicionamento em Portugal das soluções navais da Fincantieri, incluindo contactos institucionais e iniciativas destinadas a abrir caminho à presença da empresa italiana no mercado português.
4. Foi esta realidade — e não qualquer suposta participação da NTG nas negociações formais entre os dois Estados — que esteve desde o primeiro momento no centro das notícias publicadas pelo 24Horas.
5. A NTG esclareceu igualmente que não foi afastada pelo Governo português e que o eventual diferendo existente é de natureza exclusivamente comercial entre aquela empresa e a Fincantieri. Também esta posição é compatível com aquilo que o 24Horas tem vindo a noticiar: a questão central sempre foi a relação entre a empresa portuguesa e a construtora naval italiana e as circunstâncias em que essa relação terminou.
6. Por isso, qualquer tentativa de atribuir ao 24Horas afirmações diferentes daquelas que efetivamente publicou, ou de transformar a distinção entre representação comercial da Fincantieri e participação nas negociações intergovernamentais numa alegada contradição das notícias deste jornal, constitui uma leitura capciosa, abusiva e intolerável dos factos e do conteúdo editorial publicado.
7. O 24Horas reafirma integralmente o rigor das informações que divulgou sobre esta matéria e continuará a investigar um negócio público de aproximadamente 3,9 mil milhões de euros, pela dimensão financeira, relevância estratégica e evidente interesse público que envolve.
A terminar:
Nenhuma pressão, ameaça ou tentativa de reinterpretação maldosa das notícias publicadas impedirá este jornal de continuar a fazer as perguntas que considera necessárias e a divulgar as informações que consiga apurar, sempre no respeito pelas regras jornalísticas e pela legislação em vigor.
Nesse mesmo sentido, aguarda que o Sr. Ministro da Defesa Nacional cumpra o dever que lhe compete enquanto membro do Governo da República de responder, com a natural celeridade e transparência, às 49 (quarenta e nove) perguntas que lhe foram há dias dirigidas por este jornal, e cujas respostas poderão, no nosso entender, contribuir para esclarecer de facto todo o processo relativo à compra, por parte do Estado português, de três fragatas FREMM EVO à italiana Fincantieri.”
Miraflores, 23 de Agosto de 2026



















