Israel está a perder um número crescente de engenheiros, médicos, investigadores, empresários e profissionais altamente qualificados. Dados da administração fiscal israelita revelam uma aceleração da emigração desde o fim da pandemia, agravada, a partir de 2023, pela guerra e pela instabilidade política interna.

O rendimento médio anual das pessoas que abandonaram o país aumentou 60% desde 2020, atingindo cerca de 200 mil shekels, o equivalente a 60 mil euros. As saídas cresceram 150% entre os profissionais das tecnologias e duplicaram no sector da saúde. Entre os 10% de contribuintes com maiores rendimentos, a taxa de emigração aumentou perto de 80%.

A perda também começa a refletir-se nas contas públicas. As receitas fiscais associadas aos emigrantes passaram de cerca de 500 milhões de shekels antes da pandemia para 1,2 mil milhões em 2023 e 2024. Mantendo-se a tendência, o prejuízo poderá atingir 3,5 mil milhões de shekels anuais dentro de cinco anos.

Mais do que a quebra imediata de receita, preocupa a erosão da capacidade científica e tecnológica de um país com poucos recursos naturais e fortemente dependente do capital humano. Menos investigadores e empreendedores poderão significar menor inovação, menos empresas e um progressivo enfraquecimento de um dos sectores mais importantes da economia israelita.