A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) voltou esta segunda-feira, dia 20, a exigir a demissão do ministro da Educação, acusando-o de lançar um "clima de suspeição" sobre os docentes na sequência dos problemas registados na classificação dos exames nacionais. A posição representa um endurecimento do discurso da estrutura sindical, que responsabiliza diretamente Fernando Alexandre pelo processo de qualificação digital das provas.
Após uma reunião com o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, José Feliciano Costa criticou as declarações de Fernando Alexandre, que revelou terem sido identificados casos de professores com centenas de itens atribuídos e sem qualquer classificação realizada, defendendo uma revisão do modelo de correção dos exames.
"O ministro lançou um clima de suspeição em relação aos professores", afirmou o o secretário-geral da FENPROF, considerando que as declarações colocam em causa a classe docente e seguem a mesma linha de críticas anteriormente feitas pelo primeiro-ministro. "Isto é gravíssimo", sublinhou, defendendo que Fernando Alexandre "não tem condições para continuar no cargo".
O dirigente sindical rejeitou ainda a ideia de que o processo tenha decorrido com normalidade, classificando-o como "caótico". Destacou o esforço desenvolvido pelos docentes para minimizar os impactos das falhas técnicas, afirmando que "milhares de professores trabalharam noite dentro, fins de semana, muito para além daquilo que era expectável e do que era exigido".
José Feliciano Costa admitiu desconhecer de que forma será concretizado o pagamento das horas extraordinárias prometidas pelo Governo e alertou ainda para o impacto da época especial de exames, anunciada para setembro, numa altura em que as escolas se preparam para a segunda fase dos exames nacionais, para os pedidos de reapreciação e para a organização do próximo ano letivo.
















