O Papa Leão XIV lançou, perante dezenas de milhares de pessoas reunidas em Rimini, um veemente apelo contra as guerras, as desigualdades e os poderes que alimentam a violência. “O mal não se combate com o mal”, afirmou o pontífice, condenando aquilo que classificou como “falso realismo que rearma as mentes, as palavras e as nações”.

Recebido por mais de 50 mil participantes no encontro promovido pelo movimento Comunhão e Libertação, Leão XIV defendeu que as organizações políticas, económicas e sociais devem desmascarar as relações de poder injustas que estão na origem da pobreza, dos conflitos e dos desastres ambientais. O Papa alertou também para os perigos de um desenvolvimento tecnológico “invasivo e destrutivo” e para a subordinação do trabalho à busca exclusiva do lucro.

A imigração ocupou igualmente uma parte central da mensagem. “Antes das fronteiras, das definições e das instituições, estão sempre as pessoas”, declarou. Mais tarde, numa missa celebrada junto ao mar perante cerca de 25 mil fiéis, pediu às comunidades cristãs que acolham quem procura refúgio, alimentos e assistência longe da sua terra. Aos jovens deixou um desafio: resistirem a tudo o que procure afastá-los de pessoas com diferentes culturas, sensibilidades ou origens.