Miguel Pinto Luz foi recebido esta quarta-feira, dia 4, por dezenas de manifestantes à chegada à Câmara Municipal do Porto, num protesto marcado por palavras de ordem a exigir "um teto e um chão". Perante a contestação, o ministro das Infraestruturas e Habitação garantiu compreender as dificuldades das famílias, mas rejeitou as acusações de inação do Executivo.

À margem da assinatura de protocolos com a autarquia, Pinto Luz abordou a reunião de quinta-feira entre o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e os líderes do PS, José Luís Carneiro, e do Chega, André Ventura, destinada a discutir a crise da habitação.

"O que espero? Primeiro, consenso. Depois, não estou à espera que estejam de acordo com tudo o que fizemos. Nem estejam eles à espera que nós estejamos de acordo com tudo o que eles propor", afirmou, defendendo a necessidade de diálogo.

O ministro admitiu ainda ter "total empatia com a crise da habitação" e reconheceu a legitimidade dos protestos, mas deixou um recado aos manifestantes: "Não pensem nem digam que não estamos a fazer nada em relação a este tema porque não paramos um segundo."

Após as declarações, Pinto Luz recebeu uma carta do Porta a Porta, reafirmando a disponibilidade para conversar com os movimentos cívicos. Raquel Ferreira, representante do movimento, exigiu que "todos sejam ouvidos" e manifestou abertura para reunir com o Governo: "Não temos ilusões, mas cá estamos para reunir, caso seja esse o interesse do Governo".

No fim, em frente ao governante, Raquel Ferreira classificou a carta entregue como uma "ponte de diálogo".