Carlito Roberto, filho do fundador da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), foi eleito presidente do partido num congresso extraordinário contestado pela direção de Nimi-a-Nsimbi, que mantém convocada outra reunião magna para novembro.
A eleição decorreu no último sábado, 31 de outubro, em Luanda, no encerramento de um encontro de dois dias que reuniu mais de mil delegados. Cinco candidatos disputaram a liderança, num processo marcado pelas divergências sobre o comando do partido.
O II Congresso Extraordinário foi convocado por uma ala do Comité Central que se opõe à permanência de Nimi-a-Nsimbi na presidência e avançou para a escolha de uma nova direção.
A contestação permanece, porém, por resolver. A direção de Nimi-a-Nsimbi rejeitou o processo e mantém o VI Congresso Ordinário agendado para 25, 26 e 27 de novembro, também na capital angolana.
A eleição do filho de Holden Roberto coloca o nome do fundador no centro da disputa pela liderança, mas não encerra a divisão interna. Carlito Roberto enfrenta agora o desafio de reunir os militantes e reforçar a presença política da FNLA, enquanto a direção rival prepara o seu próprio congresso.

















