A Air France-KLM e a Lufthansa formalizaram as respetivas propostas vinculativas para adquirir 44,9% do capital da TAP Air Portugal. As duas ofertas foram entregues na quarta-feira, 29, último dia do prazo, confirmou a Parpública.
Com esta etapa concluída, o processo de privatização parcial entra na fase final obrigatória. A holding estatal dispõe agora de 30 dias para avaliar as propostas e enviar um relatório aos ministérios responsáveis pelas Finanças e pelo transporte aéreo. O prazo poderá ser suspenso caso sejam pedidos esclarecimentos adicionais aos concorrentes.
A operação prevê a alienação de até 49,9% da companhia, ficando 5% reservados aos trabalhadores. Caso essa parcela não seja totalmente subscrita, o investidor escolhido poderá exercer o direito de preferência sobre as ações restantes.
Na escolha do parceiro serão analisados não só os valores financeiros, mas também os planos para a frota, o investimento na manutenção, a utilização de combustíveis sustentáveis, a estratégia de crescimento e o cumprimento dos compromissos laborais.
A Air France-KLM propõe reforçar as ligações ao Atlântico Norte através de uma aliança com a Delta Air Lines e criar uma nova unidade de manutenção aeronáutica em Portugal, em colaboração com a TAP Maintenance & Engineering.
O grupo franco-neerlandês recorda que trabalha com a área de manutenção da transportadora portuguesa há mais de duas décadas e pretende aprofundar essa relação.
Por sua vez, a Lufthansa afirma que o projeto "vai muito além de um investimento financeiro" e tem como objetivo estabelecer uma parceria duradoura.
"Queremos reforçar a companhia aérea nacional portuguesa como parte do Grupo Lufthansa e posicioná-la como a principal transportadora do Atlântico Sul, tendo Lisboa como centro estratégico de operações", afirmou Carsten Spohr, presidente executivo do grupo alemão.
Depois da análise da Parpública, poderá ainda decorrer uma fase de negociações para melhorar as condições apresentadas. A escolha final terá de ser aprovada em Conselho de Ministros e ficará também dependente da autorização das autoridades europeias da concorrência.
















