A venda de medicamentos para tratar a disfunção erétil atingiu um máximo histórico em Portugal. Em 2025, foram comercializadas 1 milhão e 826 embalagens, num valor total de 31,7 milhões de euros, segundo os dados mais recentes do Infarmed, divulgados pelo Correio da Manhã.

Face a 2016, quando tinham sido vendidas 732 mil 936 caixas, o número de embalagens aumentou cerca de 36%. Em termos de faturação, a subida foi de 16%, uma vez que há dez anos o mercado valia 27,3 milhões de euros.

A tendência deverá manter-se em 2026. Só entre janeiro e abril foram compradas aproximadamente 347 mil embalagens, correspondentes a 10,9 milhões de euros. Caso o ritmo se prolongue até ao final do ano, as vendas poderão chegar aos 32,9 milhões de euros e voltar a ultrapassar a marca de um milhão de caixas.

Depois de vários anos de quebra, o mercado começou a recuperar a partir de 2020, altura em que registou o ponto mais baixo, com 21,1 milhões de euros. Desde então, a procura tem aumentado de forma consecutiva.

O tadalafil, substância ativa presente no Cialis e em vários medicamentos genéricos, lidera as vendas, com mais de 586 mil embalagens adquiridas no ano passado. O sildenafil, associado ao Viagra, ficou no segundo lugar, com cerca de 280 mil caixas.

Em Portugal estão autorizadas seis substâncias para o tratamento da disfunção erétil: tadalafil, sildenafil, vardenafil, alprostadilo, avanafil e ioimbina.

Estes medicamentos não são comparticipados pelo Estado. Os preços podem variar entre cerca de 5 euros por comprimido e 100 euros por uma embalagem de 28 unidades, sendo que alguns produtos podem ser adquiridos sem receita médica.